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Play it again, 007

Em 50 anos de cinema, 007 apanhou muito. Não dos vilões, mas de quem deveria estar do seu lado: produtores, roteiristas, atores e músicos contratados para compor e cantar o tema do filme.

Claro que é um fogo amigo perdoável. Cada um faz o que pode e cada época tem seus modismos. E mesmo com alguns filmes e trilhas sonoras bem fraquinhas, nosso agente secreto chega aos 50 com a sensação de que agora sim, a vida começa pra valer.

Não vou discutir quem é o melhor ator, porque já fui fã do Pierce Brosnan quando ele era o cara, nutria um respeito cult por Sir Connery e Mr. Moore e agora acho que o Daniel Craig arrebenta o coco quando a porrada rola solta e não necessariamente quebra a sapucaia quando entorna o smoking.

Mas uma coisa eu posso deixar registrado, após escutar várias e várias vezes todas as músicas tema dos 20 e poucos filmes: nobody does it better than women.

Todas as músicas tema de 007 com voz de homem padecem do mesmo mal: os caras simplesmente ficam envergonhados, sabem que não são half the man que deveriam ser, quando comparados com o homem que estão cantando. E olha que sou da época do super videoclipe de A view to a kill dos coxinhas do Duran Duran e acho que Sir Paul McCartney não falha nunca na cara do gol com Live and Let Die.

E as mulheres, ah as mulheres. Elas simplesmente caem de boca no homem, sem duplo sentido e sem bater o martini. Cantam com paixão, tesão e admiração.

Minha versão preferida ainda é a do Garbage, The worl is not enough, seguida muito de perto pela atual da Adele. Essa, aliás, acaba ganhando na categoria “música que melhor aproveita os acordes originais do tema clássico”. E o mais engraçado é que 007 é a única coisa que eu tolero dessas duas.

E a Madonna, bem, a Madonna se saiu bem melhor com o tema do maior vilão do 007: Austin Powers.

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Ferris Bueller morre do coração

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Se você tem entre 30 e 40 anos e vive no mundo ocidental, sua personalidade foi moldada por esse cara. Que fique registrado nos anais desta casa que Caioccino, apesar de estar nesse grupo de risco, não é um saudosista dos Anos 80. Analisando friamente daqui dos anos 2000, a década de 80 foi um fracasso total em todos os aspectos: música, moda, cinema, literatura, TV, futebol, etc. Ainda bem que eu gastei meu tempo naquela época lendo clássicos, jogando basquete e passando horas no banheiro.

Mas algumas capas da Playboy (ainda não existia Photoshop), quadrinhos marginais e os filmes de Jonh Hughes se salvaram. Breakfast Club é cinema de qualidade, daqueles filmes em que o roteiro e direção seguram tudo: praticamente sem cenário, com 5 personagens principais e um secundário, não tem como enrolar ninguém com efeitos especiais. Já Weird Science tem efeitos dos mais toscos, mas até hoje deve ter nerd tentando criar uma Kelly Lebrock entre uma twittada e outra.

E o que dizer de Ferris Bueller’s Day Off. Bem, é Curtindo a Vida Adoidado, o filme campeão absoluto da Sessão da Tarde em que um cara muito esperto e sua turma matam aula e se metem em várias confusões. Se antes eu até tinha curiosidade pra ver uma possível continuação do filme, com os personagens já quarentões, agora eu espero que sejam só boatos mesmo.

 

PS.: Uma pena que a humanidade ainda insista nesse erro de descer das árvores pra caminhar ereto. Caminhada só engorda e mata do coração. Quer fazer exercício, vai nadar…

Inveja

Invejar o Álvaro Garneiro é bobagem. Rico de berço, pegador, playboy, bunda viradíssima pra lua e dono de um programa de TV ridículo, só nos resta acreditar em uma das 3 opções abaixo:

1) Na verdade ele é uma bicha enrustida e amargurada que sonha em ser pobre;

2) No inferno, o castigo dele vai ser twittar o dia inteiro com uma foto do House no perfil

3) Ele vai reencarnar como Amaury Jr.

Resolvido isso, vamos focar nosso quarto pecado capital preferido (atrás, claro de luxúria, gula e preguiça) em outra figura da TV brasileira que se presta a esse terrível trabalho de viajar a trabalho: Josimar Melo.

Careca, barrigudo e sem medo do ridículo, ele é “O Guia”. Passa aos domingos, na hora em que acho que começa o Fantástico, 20h. No Nat Geo, apelidinho desrespeitoso do National Geographic Channel, da mais que centenária National Geographic Society.

oguia-00021-512x288-laJosimar é crítico gastronômico, mas no programa não se limita a comer e beber. Na Espanha, deu uma de D. Quixote, ou melhor, de Sancho Pança; na Inglaterra, encarnou um James Bond sem medo de ser feliz. O bom é que caga e anda pro ridículo e não fica dizendo que tudo é lindo e maravilhoso. Se a comida tá salgada demais, ele conta pra você, se o super chef de cozinha é um enrolador, ele educadamente confessa pra câmera. Mas se a comida é boa, ele repete sem culpa.

Veja e morra de inveja.

Cacildis!

Hoje faz 15 anos que Mussum se pirulitou.  Não tem o que falar dele, é só ver. E rir adoidadis…

Quem não conhece?

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Já que o Obama tava de olho na butique dela, porque não falar de Genival Lacerda? Tire de lado o preconceito, e veja que uma estátua em Campina Grande (ainda não deve ter porque o homem tá vivo) é pouco pra quem fez Severina Xique Xique. Repare (como se diz no nordeste) no jeito de cantar, nas pequenas diferenças entre os refrões (coisa que intelectual acha que só o Chico Buarque faz), em como a cultura nordestina aparece nos detalhes e, principalmente, repare nos parênteses.

Mulheres…

O curta é sensacional, o Scratch é um personagem já clássico, mas a música é que acabou me pegando. Parece Barry White, mas não é. É Lou Rawls, a voz “sweet as sugar, soft as velvet, strong as steel, smooth as butter”.

Classicão dos anos 70, música de negão, daquelas que já faz parte do trabalho. Lady Love vai na mesma onde, mas também valem a pena Love is a hurtin’ thing, e covers ao vivo de Ain’t no Sunshine e The Girl from Ipanema, na versão mais sacana que eu já ouvi.

Rawls morreu em 2006, mas ainda deu tempo de mostrar que tinha bom humor.

 

Porco!

 

Todo mundo falando de Partly Cloud, curta da Pixar que passa antes de Up. (vê lá no sempre atualizado e bem-feitinho Smelly Cat: http://smellycat.com.br/)

Aqui você vê o Jurassic Fart, bobeira divertida que deixa qualquer palmeirense orgulhoso e faz a criançada se acabar de rir.