Cabecinha de melão

“Bobeou a gente pimba”, um clássico da música brega, tinha outra conotação quando eu jogava basquete: a gente cantava quando alguém tava com a mão muito solta, chutando tudo quanto é bola, estilo Oscar Schmidt.

Esse é só um dos velhos problemas do Basquete Brasil. E é tudo questão de cabeça.

A final da NBB foi um resumão de tudo. Já começou com briga e expulsão, teve um primeiro quarto com mais de 20 faltas e um último quarto com um monte de jogador saindo com 5.

No meio, teve o Brasília sem saber aproveitar a falta do Baby no Flamengo e o Flamengo insistindo nos chutes de 3 que não caíam. (Aliás, no jogo 4 o Baby ficou com 4 faltas do terceiro quarto até a prorrogação e ninguém jogava em cima dele) Teve o Brasília afobado, perdendo de 45 a 44, tendo 3 ou 4 ataques pra virar e chutando com menos de 10 segundos de posse de bola. Teve briga de jogador do mesmo time. E teve o Leandrinho mais torcendo pro Flamengo do que comentando.

Teve tudo, menos alguém com a cabeça no lugar e um pouco de visão de jogo. E é tudo macaco velho, jogador com experiência internacional e tudo. Mas parece que o Complexo de Vira Lata que  atingia o futebol (e que a virada em cima dos EUA – no, you can’t – enterrou definitivamente) ainda atinge nosso basquete.

Não sei se é por causa dos fracassos nas Olimpíadas, não sei se é a dependência de um ídolo como Oscar, ou a falta de organização geral. Mas dá pra sonhar que vai melhorar quando mais de 15 mil pessoas vão pro ginásio num domingo de manhã.

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